Depoimentos

Nem todos tem a honra de estudar numa escola inovadora. Aonde aprende-se não só a ler e escrever, mas a partilhar, cuidar do espaço, socializar o tempo, a comida, a classe. Mistura de anos, de sabores, de amores. Como sou grata. Marcia Pires Frias, Marcia Righetti vocês são exemplo de educadoras. Saber o nome de todos os alunos, conhecer a família, as histórias, se preocupar de verdade. Isso é raridade. Vale tanto que não cabe em palavras. Essa manhã de retorno a casa da infância renovou a vontade de construir um futuro melhor para aquelas crianças. Gratidão transbordante. Aldeia, só quem viveu entende o que é ser parte disso. Bom dia!
Por uma menina chamada Helena, hoje com 20 e poucos anos.
Desde que minha filha começou a estudar na Aldeia  venho recebendo textos, participando de reuniões sobre a metodologia Montessori. Sempre ouvi falar que a aprendizagem começa  no berçário, mas pouco importa para uma mãe nesta fase: queremos ver nossos filhos fortes e gordinhos... É difícil para nós entendermos como crianças tão heterogêneas, com idades variadas podem ser trabalhadas de uma forma individual (ritmo próprio de conquistas). Somos abordadas  pelos  nossos amigos: - Sua filha está no Maternal 1? - Não, está na Agrupada  II. -(Espanto!!!) O que é isto? E por aí vai... O que quero elucidar é que  uma “Mãe Montessori” fica ansiosa no berçário (quando vai andar?), na agrupada  I (quando vai falar direitinho?), na agrupada II (quando irá ler e escrever?). No entanto, as ansiedades aos poucos vão se transformando em confiança. Aquela criancinha anda, fala  e começa a escrever de uma forma espontânea e definitivamente conquistada. No convívio social quando dizem que a minha filha é mais espertinha, olho para ela e vejo o seu desenvolvimento cognitivo: tão natural e tranquilo. Realmente, aí vem a certeza de ter feito uma escolha certa. Mas isto não quer dizer que a tão falada explosão da leitura e da escrita, da minha lindinha, ficou esquecida. Afinal, uma  “Mãe Montessori” é igual a São Tomé: só vendo para crer... Um crer consciente, que acredita no resultado de um trabalho, ou melhor, de uma equipe, da qual também faz parte: torcendo, sofrendo e conquistado junto.
Reflexões de uma “Mãe Montessori", por Marcia Contreras, mãe de Isabelle,1998
Oi gente, tudo bem? Esses dias andei pensando muito em vocês, e resolvi escrever... No final deste ano estarei me formando pela UFRJ em Licenciatura em Dança, e neste semestre estou terminando minhas disciplinas pedagógicas. Na época em que estudava na Aldeia, não tinha a dimensão do quão importante esta escola seria para a minha formação. Nas disciplinas de psicologia, filosofia e sociologia da educação, nas disciplinas de didática e na prática de ensino, minhas professoras e as turmas discutem muito sobre as abordagens tecnicistas e tradicionais e as abordagens construtivistas. Eu ouvia os relatos dos meus colegas de turma, dizendo que tinham estudado em escolas tradicionais, ou que trabalhavam em tais escolas, e ia vendo, cada vez mais, a sorte que tive de poder ter estudado numa escola como a Aldeia. Hoje agradeço imensamente aos meus pais por terem me proporcionado isso, e principalmente às educadoras que fizeram, diretamente, parte deste processo de minha formação, não somente como aluna, mas como pessoa, e até como professora. Vejo como o fato de ter sido aluna de vocês e de tantas outras professoras da Aldeia, me deu e me dá incentivo para querer lecionar, para querer ser professora! Estou num projeto inclusivo na UFRJ, no qual dou aulas de dança para alunos cegos, cadeirantes e com transtornos mentais, e tenho certeza, que a Aldeia foi o lugar no qual eu descobri este gosto. Vocês proporcionam ao aluno a vivência e o aprendizado de que todos podemos aprender juntos, independente das diferenças, e isso, eu tenho absoluta certeza, que fez e faz diferença na vida de todos os que passaram por aí. Para mim, talvez tenha tido uma importância um pouco maior, pois eu amo e decidi trabalhar com estas questões. Muito obrigada por tudo que vocês fizeram por mim e por todos os alunos desta escola maravilhosa! Vocês são demais! Um beijo com muito carinho e saudade, Julia Aguiar!!!
A importância da Aldeia na minha formação. por Julia Aguiar .
“Outro dia, mexendo nos meus "guardados" achei uma folha com a comemoração dos 18 anos da Aldeia (10.nov.96).  Parabéns!! A marca do trabalho de voces vejo na Roberta e Karina. Duas pessoas fortes, decididas, sabem o que querem e vão atrás. Pelo trabalho, pela determinação, pela dedicação, pela certeza que educação é isso. PARABÉNS!!!!!   Cristina Comissanha, avó de Bernardo, filho de Roberta,  mãe de Roberta e Karina, ex-alunas da Aldeia Montessori, através da nossa Fan Page.
Cristina Comissanha | avó de Bernardo
"Uma dinamicidade classe muito boa, onde cada um sabe o seu papel dentro de um todo e todos se organizam e se ajudam para que a sala funcione em harmonia" Daniele Mussi Nicolini, após participar do Projeto "O alegre Observador"
Daniele Mussi Nicolini